Acredito que esse é um tema para muitas letras e, além disso, que há várias formas de abordá-lo... considerando a multiplicidade dos pontos de vistas, então...
Mas podemos considerar as características gerais dos que ficaram para trás e dos que estão à frente, ou simplesmente, na média, onde todos deveriam estar.
Se são os que ficaram, entendo que assim estariam porque pouco toleram, crêem loucamente em deus (ou o que o valha), conseguem pensar um ou dois lances à frente, raramente tres...de tal forma que estão o tempo inteiro influenciáveis por toda sorte de sofismas, artimanhas e teias de um sistema altamente capitalizado, objetalizado, com todos os seus elementos instalados e desenvolvendo-se sem qualquer objeção e/ou questionamento considerável, o que joga a concentração para cima e o ser humano para trás no tempo...ou, na melhor das hipóteses, estacionado.
São egoistas e dogmáticos, apesar dos prazeres.
Se são os que se adiantam no tempo, então entendo que isso acontece porque conseguem pensar muitos lances à frente(como no xadrez-o jogo); conseguem analizar cada informação que recebem, com critérios e constróem uma rede de valores sólidos o que redunda em muita clareza no caminho aos objetivos.
São solidários e autogestionários por excelência, conseguem ser livres mesmo à grilhões, apesar das dores.
No que se refere ao lugar médio onde todos deveriam estar...bem, se somos frutos do genótipo e do meio em que vivemos, considero que o meio pode nos empurrar para frente, nos fixar medievalmente ou pior, remeter-nos para trás. Sorte que não está só: há o genótipo, principal artífice da evolução e só nos carrega para frente, lentamente, mas para frente, para o futuro evoluido, onde todos poderão estar no lugar médio do tempo onde todos deveriam estar.

