Total de visualizações de página

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os Cães e os Humanos - Parte II


    
Algumas características dessa relação cães/humanos são impressionantes, não há como não questionar-se sobre a sanidade psicológica, capaz de produzir o que segue:
     Segundo a revista Superinteressante e o site cachorroverde.com, verifica-se que atualmente 80% dos cachorros são considerados membros da família, 35% deles dormem na mesma cama que o dono, e 30% têm festinha de aniversário todos os anos!
Tem gente que faz testamento para o cachorro (como a bilionária americana Leona Helmsley, que deixou sua fortuna de US$ 12 milhões para a cadelinha Trouble), e há até quem queira se casar com ele: o site marryyourpet.com oferece cerimônias e certidões de casamento. "Oliver é meu salvador. Sem ele, eu não acreditaria no amor", diz Carolyn, uma mulher que está casada com seu cãozinho há 5 anos.
      São maluquices, mas confirmam uma tendência: nossa ligação emocional com os cães está aumentando. James Serpell, biólogo da Universidade da Pensilvânia, nos EUA diz: "A tendência é que eles ocupem o vazio deixado por casamentos desfeitos e pela demora em ter filhos, muito comum hoje em dia." Isso é sentido na prática: pessoas separadas e viúvas consideram o cachorro mais importante do que a própria família - para elas, os animais fazem o papel de amigos próximo ou de filhos. Trinta e quatro por cento das mulheres e 23% dos homens americanos dizem que seu cãozinho seria o par ideal, se fosse humano. E 60% dos donos não abriria mão de seu cachorro depois do fim de um namoro.



     Assim como na Pré-História os lobos mais gentis haviam entrado nas aldeias, agora eram os cachorros mais dóceis e adaptáveis que entravam nas primeiras metrópoles. Livre das obrigações da lida rural, os cães passaram a usufruir de mimos, guloseimas e passeios. Transformado em bibelô e símbolo de status, o cachorro deixou de ser avaliado pela sua função, e passou a ser pela aparência
Talvez você não tenha visto casos tão extremos, mas certamente conhece algum cachorro que ficou cego, surdo, manco, morreu antes da hora por alguma doença... Mesmo com todo o esforço para aprimorar as raças, 1 em cada 4 cachorros carrega algum defeito genético sério. Eles sofrem mais problemas nos olhos e nos ossos e têm mais câncer do que nós. Como se isso não bastasse, também estão herdando as aflições humanas: um terço dos cachorros é gordo, e boa parte deles é neurótica. Segundo um estudo recém-publicado no Journal of Animal Behavior, 14% dos cães sofrem da chamada síndrome de separação, um distúrbio que causa dependência insuportável do dono. Isso significa que, percentualmente, o mundo tem 9 vezes mais cachorros doidos do que gente doida (1,5% da população humana tem algum transtorno mental). O que está acontecendo?


Sempre é bom lembrar:
Uma criança pobre vive com R$ 70,00;
O custo médio de um cão da classe média brasileira é de 162,00 reais!
Vivem melhor que as crianças.
Fica a sugestão do Eduardo Dusek, no Rock da Cachorra:
"Troque seu cachorro por uma criança pobre"!

4 comentários:

  1. muito bom Gilmar seu texto e verdadeiro mas percebe o quanto e dificil as pessoas entenderem... bjs

    ResponderExcluir
  2. Percebo, Luisa...tanto que a terceira parte deste texto é justamente sobre essa questão..o que produz essa dificuldade...

    ResponderExcluir
  3. De acordo, me rompe as pelota ver uma puta gente andar dando vida de burgues a um cuzco guaipeca, ja se viu...

    ResponderExcluir